Trajetória
Carioca, nascido no Horto, Edson começou sua trajetória política no movimento estudantil, quando cursava Ciências Sociais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mais tarde, tornou-se uma liderança comunitária da Cidade de Deus, onde enfrentou o poderoso lobby das empresas de ônibus da região. Filiou-se ao PCdoB e foi eleito vereador em 1988.

No primeiro mandato, se afirmou com a aprovação da lei da meia-entrada para estudantes em cinemas, teatros e shows. Uma medida que mais tarde viria a se tornar lei federal, promovendo o acesso à cultura a milhões de estudantes em todo o país.
Antes da eleição seguinte se filiou ao PT, com ficha assinada por Luiz Inácio Lula, então candidato a presidente da República. A estrelinha deu sorte. Edson foi reeleito com votação mais expressiva e pode desenvolver um mandato ainda mais afinado com suas convicções. Acertou muitas vezes na política, priorizando temas urbanos como transporte e habitação.

Nos anos seguintes, Edson deu certo como fiscal da cidade e dos prefeitos. Discutia todos os temas do parlamento, participou de 16 comissões parlamentares de inquérito, representou a cidade algumas vezes no exterior e também apresentou projetos importantes, muitos dos quais se transformaram em leis. Firmou um voto de opinião, distribuído em praticamente todas as zonas eleitorais da cidade, que o reelegeu para outros três mandatos.
Mesmo sem vinculação com qualquer entidade que milita em defesa dos interesses da população negra, Edson acabou se transformando numa referência para o movimento e para muitos negros individualmente. Não apenas por ter criado o primeiro feriado municipal de Zumbi dos Palmares, que é comemorado no Rio de Janeiro desde 1995. Nem por sua briga com a Marinha e com a Prefeitura para instalar na Praça XV um monumento em homenagem à João Cândido, líder da Revolta da Chibata de 1910. Edson Santos se tornou uma referência por seu exemplo: homem negro, de origem humilde, que conseguiu se destacar na política por conta dos ideais elevados.

Depois de uma campanha de um milhão e 800 mil votos que quase o levaram ao Senado Federal, Edson foi eleito em 2002 o deputado federal negro mais votado do país. Além de ter sido o mais votado do PT do Rio de Janeiro e da coligação naquele ano.
No Congresso, apresentou como uma das contribuições à causa negra, a defesa da anistia póstuma a João Cândido, cujo monumento foi finalmente levado para o palco da Revolta, no Centro do Rio. No mais, continuou o trabalho com seus temas preferidos: habitação e transporte, agora em âmbito nacional.

No início de 2008, foi convidado pelo presidente Lula para assumir a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Saiba mais sobre a SEPPIR e a gestão do então ministro Edson Santos).
Em abril de 2010 Edson se desimcompatibilizou do cargo de ministro para se dedicar ao mandato e à reeleição como deputado federal. Atualmente, na Câmara Federal, é membro da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e da Comissão de Desenvolvimento Urbano.
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