O trem-bala e a retomada do transporte ferroviário

O Trem de Alta Velocidade (TAV) é um projeto ousado. Mais do que interligar Rio e São Paulo, as duas maiores metrópoles nacionais, seu traçado vai criar um corredor de integração entre cidades econômicamente importantes, como Volta Redonda, Resende, Campinas e outras tantas no Vale do Paraíba. Com o projeto do TAV, o Brasil vai apreender uma tecnologia que atualmente não detém, mais limpa e eficiente, viável pelo menos nos próximos 40 anos.

 É a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento. O governo calcula que apenas na construção serão criados 12 mil postos de trabalho. Outras 30 mil vagas em diversas áreas devem ser criadas apenas na primeira década de operação. E a maior partes dos custos, orçados inicialmente em R$ 33 bilhões, serão arcados pela iniciativa privada, de olho na alta demanda, estimada em 32 milhões de passageiros por ano a partir de 2014.

 É claro, o lobby das empresas aéreas e rodoviárias, que não estão interessadas em dividir este mercado com mais ninguém, iniciou o bombardeio de críticas ao projeto, questionando o orçamento, os prazos e a demanda. Argumentam que com o custo do TAV seria mais importante investir em outros modais de transporte nas grandes cidades brasileiras. Mas fingem não saber que nenhuma das demais obras essenciais de transportes será prejudicada com a construção do trem-bala. Mas de cinco mil quilômetros de ferrovias serão entregues no Brasil até 2011. Na semana passada, o Governo Federal liberou cinco bilhões e meio de reais para a reforma dos aeroportos e 700 milhões para os portos.

 Como era de se esperar, a oposição engrossa o coro. Os tucanos, incluindo seu candidato à presidência, dizem que seria melhor fazer tudo o que eles não fizeram com as ferrovias brasileiras quando estiveram no poder. Vale lembrar que durante o Governo FHC as ferrovias chegaram ao auge do seu sucateamento com a privatização da RFFSA e o encolhimento a apenas 22% da matriz de transporte do país – quando nos países ricos este índice fica próximo aos 70%.

 Lula vs FHC – A comparação entre os governos cruel para os tucanos. Nos últimos anos o transporte ferroviário brasileiro vem crescendo de forma acelerada, tanto no volume de cargas quanto no número de passageiros transportados. A indústria ferroviária, por sua vez, possui capacidade anual de produção de 12 mil vagões de carga, 600 carros de passageiros e 100 locomotivas. Os números são expressivos se comparados aos de uma década atrás, quando as capacidades eram de 3 mil vagões, 300 carros de passageiros e não se produzia locomotivas aqui.

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2 Responses to “O trem-bala e a retomada do transporte ferroviário”

  1. Andresa disse:

    Sempre é valido e preciosa a visita em sua paginas,
    obrigada em compartilhar comigo e milhares de pessoas interessadas no crescimento do nosso pais
    abraço

  2. admin disse:

    Obrigado Andresa!

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